Mais uma vez, vou apelar para a metalinguagem. Pode ser útil para quem pretende desevolver desenvolver qualquer atividade ligada à criatividade, nesse caso, escrever um blog. Se não for, serve apenas como um manifesto, para eu ler daqui algum tempo e refletir.
Quando iniciei este blog, eu me enchi de referências e dei vazão a minha vontade de escrever. Isso funcionou bem para os primeiros textos, mas agora já chegou a hora de desenvolver um estilo próprio. É muito complicado partir do que já é conhecido para criar algo novo e autêntico. Exige muita dedicação e, ainda assim, não há garantia alguma de sucesso.
Nessa hora, trabalhar exclusivamente com material pessoal complica ainda mais a situação. Não há parâmetro nenhum para me guiar, o que é libertador, é verdade, mas desafiador também. Minha primeira ação foi definir melhor meu público. Em vez de atirar para todos os lados, focar em determinados formatos parece ser uma abordagem interessante.
Não me limitei nos assuntos, até porque essas decisões são para auxiliar, não para diminuir as possibilidades, e conseqüentemente, a diversão. Foi apenas um caminho natural que me levou a direcionar em um tipo de leitor. Mas nessa empreitada em me definir como blogueiro, agora percebo, arruinei meu humor. E a isso que se refere a sabotagem no título.
Sei que meus textos mais recentes não estão mal escritos. Mas estou longe de ficar satisfeito com eles. Parece tudo muito lúcido, mas sem graça, além de que estou usando um vocabulário rebuscado demais. Não adianta explorar decentemente um assunto e ter como resultado um artigo pouco atraente. Especialmente porque quero cumprir um objetivo: ser lido pela maior quantidade possível de pessoas.
Aparentemente, meu gosto pelas técnicas de apresentação de idéias jogou contra mim mesmo. Mas não quero falar com as paredes, então, a partir de agora, minha missão é simplificar o que faço. De fato, acredito cada vez mais naquela frase que define escrever não como juntar palavras, mas cortá-las.
Ser simples é muito difícil, mas vale a pena o esforço. Os Titãs conseguiram passar sua mensagem para um público maior que o Caetano, não há o que discutir, e eles não precisaram nivelar por baixo para isso. Esse é meu novo ideal de excelência.
Tenho medo de me enquadrar naquela parcela de blogs que faz parte da blogosfera intelectual. Não vou deixar de me preocupar em melhorar a escrita, mas não colocarei isso acima do senso de humor, que é a mais nobre manifestação de inteligência. Esses meus últimos posts vão ficar lá para me lembrar disso.
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