Mar 22

Desde quando surgiu, o Skype é sinônimo de voip. Ele faz por merecer, é um software de qualidade e realmente inovador à época em que foi lançado. O único problema que tive com ele, até hoje, foi instalá-lo em um Ubuntu 64bits. Mas isso foi superado com a ajuda deste tutorial. Recentemente, entretanto, topei com uma de suas limitações: fazer chamadas de vídeo com apenas uma pessoa por vez.

Então, lembrei de um software recomendado pela Info, há uns meses. Se chama ooVoo, e suporta conversas em vídeo com até seis pessoas, uma verdadeira videoconferência. Quando li, não dei importância, na maior parte das vezes, um programa desse estilo deve ter bons motivos para me convercer a mudar, afinal é um trabalho a mais: instalar outro software, migrar a lista de contatos, apresentar aos amigos que não conhecem… Mas agora eu tinha um motivo.

De início, ele é muito parecido com aquilo que já estamos acostumados, a interface lembra o MSN, ele faz todo o básico de um IM decente: chat, enviar arquivos, etc. Mas na primeira conversa com vídeo, já ficou clara uma sutil diferença na qualidade da imagem, ela ficou ligeiramente melhor que no Skype. Nada que, só por isso, seja razão para migrar, mas é uma vantagem.

Talvez se deva ao fato de o ooVoo não usar redes P2P, como o concorrente, mas não sei se isso seria bom sempre, porque assim aumenta a dependência nos servidores. O que também não é grande desculpa, porque o Skype conta com quedas feias e mal-explicadas no passado.

Um diferencial notável do ooVoo é ele nativamente gravar as conversas. Até os vídeos podem ser salvos, em .avi ou .flv. O Skype precisa de plugins para fazer isso, e, até onde sei, nenhum deles é grátis.

Além disso, é possível enviar arquivos de até 25 Mb e correio de texto, voz ou vídeo, mesmo para os contatos off-line. Há, ainda, como gravar a mensagem e armazenar no servidor do ooVoo, mandando apenas um link por e-mail para qualquer pessoa. O único problema é a limitação de um minuto de duração. Servirá bem apenas para avisos curtos.

Quando testei esse recurso, o vídeo engasgou um pouco na execução. Mesmo assim, fiquei bastante satisfeito com o resultado e a facilidade de uso.

Outro item interessante, para quem liga para os EUA ou Canadá, é que não há custo nas chamadas para esses países. Inclusive para telefones fixos e móveis que não são voip. Logicamente, não há garantias, e existe um prazo para acabar o almoço grátis: 1° de abril (não é mentira), talvez ele seja extendido.

Saindo da parte prática, e indo para os acessórios graciosos, é possível usar ringtones, como seria feito em um celular. E também adicionar efeitos no vídeo em tempo real. O ooVoo não faz isso nativamente, mas com um clique inicia-se o download e instalação do Webcam Max, de 21Mb.

Durante o processo, o Windows Vista reclamou do driver não ser certificado, no entanto, mandando ele ignorar isso e prosseguir, tudo funcionou sem exigir configuração alguma. Sequer foi necessário reiniciar o ooVoo.

Fiquei positivamente supreso com os efeitos. Com eles, troca-se o fundo da imagem por uma paisagem, aplica-se filtros, coloca-se rostos ou máscaras sobre a face. E ela segue os movimentos da pessoa, tudo em tempo real. Deveras divertido.

Com esses efeitos ativados, você pode, ainda, mudar a origem da imagem da web-cam para o cursor do mouse ou uma janela aberta. Não serviria para fazer um tutorial por causa da limitação de um minuto na gravação de vídeos, mas para ajudar alguém pela internet pode ser útil.

Tive a curiosidade de entrar no programa que faz esses efeitos todos, o Webcam Max, e ele é pago. Está instalado um trial de 30 dias, e não estou certo se o plugin para o ooVoo continua a funcionar depois disso. No site da empresa não diz nada sobre o assunto, só poderei afirmar com certeza daqui um mês.

Enfim, o ooVoo é grátis e tem um beta e um logotipo espelhado, se você é como eu, isso é bom sinal. Há versões para Windows e Mac (mas, nele boa parte dos recursos legais que mencionei aqui não funcionam). Experimente, você pode não ganhar nada, mas também não perde.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Sábado, dia 22 de Março de 2008.
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