Mar 22

Desde quando surgiu, o Skype é sinônimo de voip. Ele faz por merecer, é um software de qualidade e realmente inovador à época em que foi lançado. O único problema que tive com ele, até hoje, foi instalá-lo em um Ubuntu 64bits. Mas isso foi superado com a ajuda deste tutorial. Recentemente, entretanto, topei com uma de suas limitações: fazer chamadas de vídeo com apenas uma pessoa por vez.

Então, lembrei de um software recomendado pela Info, há uns meses. Se chama ooVoo, e suporta conversas em vídeo com até seis pessoas, uma verdadeira videoconferência. Quando li, não dei importância, na maior parte das vezes, um programa desse estilo deve ter bons motivos para me convercer a mudar, afinal é um trabalho a mais: instalar outro software, migrar a lista de contatos, apresentar aos amigos que não conhecem… Mas agora eu tinha um motivo.

De início, ele é muito parecido com aquilo que já estamos acostumados, a interface lembra o MSN, ele faz todo o básico de um IM decente: chat, enviar arquivos, etc. Mas na primeira conversa com vídeo, já ficou clara uma sutil diferença na qualidade da imagem, ela ficou ligeiramente melhor que no Skype. Nada que, só por isso, seja razão para migrar, mas é uma vantagem.

Talvez se deva ao fato de o ooVoo não usar redes P2P, como o concorrente, mas não sei se isso seria bom sempre, porque assim aumenta a dependência nos servidores. O que também não é grande desculpa, porque o Skype conta com quedas feias e mal-explicadas no passado.

Um diferencial notável do ooVoo é ele nativamente gravar as conversas. Até os vídeos podem ser salvos, em .avi ou .flv. O Skype precisa de plugins para fazer isso, e, até onde sei, nenhum deles é grátis.

Além disso, é possível enviar arquivos de até 25 Mb e correio de texto, voz ou vídeo, mesmo para os contatos off-line. Há, ainda, como gravar a mensagem e armazenar no servidor do ooVoo, mandando apenas um link por e-mail para qualquer pessoa. O único problema é a limitação de um minuto de duração. Servirá bem apenas para avisos curtos.

Quando testei esse recurso, o vídeo engasgou um pouco na execução. Mesmo assim, fiquei bastante satisfeito com o resultado e a facilidade de uso.

Outro item interessante, para quem liga para os EUA ou Canadá, é que não há custo nas chamadas para esses países. Inclusive para telefones fixos e móveis que não são voip. Logicamente, não há garantias, e existe um prazo para acabar o almoço grátis: 1° de abril (não é mentira), talvez ele seja extendido.

Saindo da parte prática, e indo para os acessórios graciosos, é possível usar ringtones, como seria feito em um celular. E também adicionar efeitos no vídeo em tempo real. O ooVoo não faz isso nativamente, mas com um clique inicia-se o download e instalação do Webcam Max, de 21Mb.

Durante o processo, o Windows Vista reclamou do driver não ser certificado, no entanto, mandando ele ignorar isso e prosseguir, tudo funcionou sem exigir configuração alguma. Sequer foi necessário reiniciar o ooVoo.

Fiquei positivamente supreso com os efeitos. Com eles, troca-se o fundo da imagem por uma paisagem, aplica-se filtros, coloca-se rostos ou máscaras sobre a face. E ela segue os movimentos da pessoa, tudo em tempo real. Deveras divertido.

Com esses efeitos ativados, você pode, ainda, mudar a origem da imagem da web-cam para o cursor do mouse ou uma janela aberta. Não serviria para fazer um tutorial por causa da limitação de um minuto na gravação de vídeos, mas para ajudar alguém pela internet pode ser útil.

Tive a curiosidade de entrar no programa que faz esses efeitos todos, o Webcam Max, e ele é pago. Está instalado um trial de 30 dias, e não estou certo se o plugin para o ooVoo continua a funcionar depois disso. No site da empresa não diz nada sobre o assunto, só poderei afirmar com certeza daqui um mês.

Enfim, o ooVoo é grátis e tem um beta e um logotipo espelhado, se você é como eu, isso é bom sinal. Há versões para Windows e Mac (mas, nele boa parte dos recursos legais que mencionei aqui não funcionam). Experimente, você pode não ganhar nada, mas também não perde.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Sábado, dia 22 de Março de 2008.
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Mar 13

Não sou nenhum openxiita (nem poderia, estou escrevendo este texto no Word, seria um contrasenso), mas simpatizo com o modelo open source. Ele já é adotado em muitos projetos sérios, por empresas que não têm como objetivo defender a ideologia de conhecimento livre para todos, e sim ganhar dinheiro. O que eu vejo como uma prova de que o open source é um modelo de negócio viável e atraente. No entanto, por mais contraditório que possa parecer, a principal barreira que o impede de ganhar ainda mais mercado é justamente o fã que faz propaganda dele.

Não me refiro a qualquer divulgador, alguns são muito competentes e, nesse caso, a contribuição é muito valiosa. Estou falando daquele tipo de gente que lota as listas de discussão Mico$oft $ucks e se acha o máximo porque só usa softwares que o Stallman aprovaria. As atitudes dessas pessoas são contrapropaganda. Veja, por exemplo, o caso da Novell, que há algum tempo tornou a Microsoft sua parceira. Quando ouviram a notícia, muitos não tardaram a taxar a empresa de vendida, acusaram-na de ter se entregado ao lado azul da força.

O open source não precisa de defensores como esses, talvez seja melhor sem eles. Não é preciso muito para perceber que fazer parcerias é o único jeito de se manter no mercado, ainda mais em tempos de globalização. Se, mesmo assim, não parece uma boa idéia associar-se com algumas empresas, gosto de recordar uma frase que não lembro onde ouvi, mas acredito que possa ser atribuída à máfia italiana “mantenha seus amigos perto, e seus inimigos mais perto ainda”.

Aceitar as diferenças e se aproveitar delas é sinal de maturidade. Talvez falte um pouco disso nos fãs inconvenientes do open source, até porque boa parte deles não tem mais do que quatorze anos de idade. É uma pena que essas pessoas contaminem a imagem do modelo, porque ele não é acompanhado de uma ideologia, como eles querem que pareça.

Adam Werbach é um exemplo de como isso funciona no mundo real, e não é ligado ao open source, sequer à informática, mas ao ambientalismo. Por muito tempo Werbach fez o tipo ecochato, daqueles que fazem barulho e não são ouvidos. Até o dia em que foi trabalhar para o Wal-Mart, uma das companhias que mais polui no mundo.

Acredito que não tenha sido fácil para ele tomar essa decisão. Antes de estar no quadro de funcionários do supermercado, escreveu críticas bastante ácidas sobre a rede. Foi preciso uma dose de maturidade para superar o ódio e seguir em frente. De fato, passou-se um ano entre a proposta de emprego e a contratação.

Lógico que alguns de seus companheiros de causa acusaram-no de vendido, da mesma forma que fãs do open source cheios de ideologia. Mas hoje ele contribui muito mais para um planeta saudável do que nos tempos de ambientalista clássico. E ainda é respeitado no meio, é um dos seis conselheiros mundiais do Greenpeace.

Entre grandes empresas ditas rivais, vê-se a mesma coisa. Em seu keynote mais recente, Steve Jobs agradeceu e parabenizou a Microsoft pelo Office 2008 para Macs. A Apple pode ser concorrente, mas as companhias precisam umas das outras. Isso é parte do que torna o mercado tão interessante.

No fim das contas, não se consegue chegar a lugar algum sozinho. É preciso fazer associações, e é importante saber escolher os parceiros corretos. Perceber isso é o que diferencia as empresas de sucesso daquelas movidas por ideologia adolescente. Pode até ser alguém de quem não se gosta, afinal, não é nada pessoal, são business.

Escrito por Leandro Facchinetti, com correções de Vanderlei Facchinetti, e publicado Quinta-feira, dia 13 de Março de 2008.
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Fev 15

Quando foi aberta ao público, a internet era vista, no máximo, apenas como um suporte a mais numa campanha publicitária. Isso fazia sentido, poucas pessoas tinham acesso a ela, e em tempos de conexão discada, até imagens oneravam a banda, de forma que um site não podia mesmo ser muito mais que um cartão de visitas. Os investimentos publicitários nessa área eram quase nulos, até porque o retorno seria limitado.

Bolhas se formaram e estouraram. Agora estamos em outros tempos, a internet passou a integrar qualquer campanha publicitária decente. Mais que isso, houve uma inversão no que se via antes. Antes, peças na web davam suporte à propaganda off-line, elas não eram o principal. Hoje, são os anúncios em revistas e TV que divulgam os sites, eles se tornaram o principal meio de comunicação entre a empresa e seu público.

É possível perceber que as agências procuram isso, seja através do tão comentado marketing viral, nos posts patrocinados em blogs, ou com um perfil no Twitter. Essas são abordagens muito mais atraentes, porque enriquecem a interação entre as duas partes. A marca passa a fazer parte do mundo do consumidor, e esse deve ser o objetivo de qualquer campanha.

Por outro lado, essas iniciativas exigem mais criatividade por parte das agências. Ela deve produzir conteúdo atraente para gerar interesse, e mais, precisa estar em sintonia com o público alvo. A mesma idéia não funciona duas vezes, se faz necessária uma constante renovação. E veja bem, renovação, não reciclagem, porque os consumidores são exigentes, nesse contexto, fidelização só de faz por mérito.

Nós, do outro lado, temos muito a ganhar com isso. E essa evolução mostra o quanto a web amadureceu como mídia. O que não significa que ela seja a solução ideal para todos os casos. Até hoje, a internet ainda carrega, em sua essência, seu estigma de ser segmentada. Por isso talvez não seja a melhor idéia apostar nela para vender sabão em pó para donas de casa, porque ela ainda é formada por nichos.

É uma questão de tempo para essa imagem elitista ir se extinguindo. Nosso papel, até lá, é continuar mostrando serviço para provar que a web é, sim, um investimento inteligente de grande retorno. Não necessariamente seguro, mas isso é um atrativo a mais, não um defeito. Afinal, a intenção é se destacar pela qualidade.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Sexta-feira, dia 15 de Fevereiro de 2008.
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Fev 07

Acredito que o modelo Open Source de desenvolvimento seja viável. Não quando se segue uma ideologia de que a produção intelectual não deve ser taxada, até porque quem tem esse pensamento geralmente não gera conteúdo algum, apenas prega o que pensa ser melhor para os outros.

Estou me referindo a olhar para o Open Source da mesma forma que se vê o capitalismo tradicional. Com maturidade e pé no chão, fazendo dele uma alternativa em que para um ganhar, o outro não precisa perder. Na teoria dos jogos isso tem nome, chama-se soma não-zero.

Mas o que dizer dos projetos que claramente não darão retorno financeiro algum? Por que algumas pessoas altamente capacitadas investem seu conhecimento e tempo em certas iniciativas, como o Jailbreak do iPod?

O destravamento do iPod e as aplicações desenvolvidas por terceiros são gratuitos. Não há publicidade ou investimento de uma grande companhia custeando as despesas, por isso não acredito que eles estejam ganhando o suficiente sequer para pagar o esforço. Mesmo assim o produto é muito bem resolvido. Com elegância e competência impressionantes, maiores que as de muitas gambiarras por vezes feitas pelas próprias fabricantes dos aparelhos (não que esse seja o caso da Apple).

Só posso acreditar que essa é uma demonstração do verdadeiro espírito hacker. O objetivo é ir onde ninguém nunca foi, fazer o que nunca foi feito, usar o aparelho para algo que ele não foi planejado, ou melhorar os recursos já existentes. A gratificação é ver que é possível, e também usufruir, afinal eles são também o público-alvo das aplicações que escrevem.

Não vejo maneira melhor de assegurar a qualidade de um produto senão colocar seu consumidor para projetá-lo, sem falar no quanto se economiza no setor de controle de qualidade. Alguns projetos baseados em colaborações do usuário já perceberam e se aproveitam disso.

A pergunta que fica, entretanto, é outra: quando sair o SDK oficial, essa força de trabalho estará disposta a continuar contribuindo? Ou será que, como é isso que se espera deles, vai parecer trabalho gratuito, e então o incentivo de escrever aplicativos originais e criativos acaba?

Segundo o próprio grupo, o ritmo de desenvolvimento será mantido. Mas quando ele é institucional, creio que perca o frescor que só a ousadia confere.

Uma abordagem interessante para resolver o impasse, gerando um incentivo genuíno, é a proposta pelo Android, o sistema operacional para celulares do todo poderoso. Em vez de contratar uma equipe de programadores, eles darão um prêmeio. São dez milhões de dólares ao aplicativo que eles julgarem ser o melhor.

Na minha opinião, isso é genial. Apenas aproveitar a sabedoria das massas, e nessa hora, a motivação certa é tudo.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Quinta-feira, dia 7 de Fevereiro de 2008.
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Fev 05

Eu sou um grande incentivador do modelo de negócios baseado em publicidade. Ele permite criar um produto de qualidade que rende de forma justa e pode ser distribuído com custo baixo ou nulo. É o que penso ser mais apropriado para conteúdo digital, exceto talvez no caso de aplicações de grande porte que atendem nichos específicos.

Grandes empresas provam que é possível ganhar (muito) dinheiro sem precisar colocar uma etiqueta de preço ao lado da mercadoria. E um dos pilares da prática é manter a publicidade com grande visibilidade tomando o cuidado de não ser obstrusivo. Isso porque um anúncio escondido não será visto, e um anúncio que impede o aproveitamento do conteúdo é contravenção, vai contra a essência do que se espera do modelo.

Uma peça publicitária mal colocada pode fazer o usuário se incomodar e ir embora, ou pior, se perder. Acredito que visitantes felizes gerem maior renda, e mesmo que isso não seja verdade, tenho certeza de que os insatisfeitos terão pouco incentivo para retornar ao site. A longo prazo isso se refletirá nos rendimentos de forma brutal.

A publicidade do século XXI DEVE ser entretenimento também. Em um contexto onde o botão de fechar pode ser acionado a qualquer momento, ou o conteúdo pode ser adquirido livre de anúncios facilmente (por vias legais ou ilegais, para o escopo desse artigo, isso não interessa), se a peça não chamar atenção por ter conteúdo, será ignorada. A marca só se fixará na mente do consumidor se for atraente, caso contrário a propaganda não será vista, ficará no ponto cego do olho do usuário.

Para atingir esse objetivo, vale tudo: campanha viral, abordagem baseada em valores dos grupos que são público-alvo, investimento em meios alternativas, como posts patrocinados em blogs, etc.

Dito isso, estava eu lendo uma lista de discussão de um grupo do Yahoo, quando me deparo com a seguinte tela:

Tela de propaganda do Yahoo Grupos

Clique para ampliar

Desculpe, Yahoo, vocês entenderam errado.

Junto de cada uma das mensagens da lista, aparece uma publicidade. Logo ao lado do texto, antes da dobra, local nobre, de alta visibilidade. Nada mais justo, afinal eu não estou pagando para usufruir do serviço, e eles estão ali para ganhar dinheiro.

Mas quando a propaganda fica no caminho do conteúdo, alguma coisa está errada. Se o objetivo era aumentar o número de visualizações, considero essa uma estratégia suja, há meios melhores, e o Yahoo não precisa disso.

Assim eles estão jogando contra. As pessoas vão criar uma resistência a esse modelo, e aí não tem volta.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Terça-feira, dia 5 de Fevereiro de 2008.
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Jan 26

Retirado do Flickr: http://flickr.com/photos/cafelog/207745280/Por muito tempo antes de iniciar este blog eu li comentários sobre quão sensacional é o Wordpress. Diziam que ele era cheiroso, bom de cama e premiado. E ele é escrito em PHP com banco de dados MySQL, ferramentas com as quais estou acostumado.

Minha escolha plataforma foi, então, muito fácil. Fui de Wordpress sem nem testar os concorrentes. Primeiro na hospedagem grátis do Wordpress.com, que é perfeita para um blogueiro casual, depois no domínio próprio. Agora, que tenho a liberdade de instalar plugins e temas, vejo as entranhas e o funcionamento dele em toda sua glória, posso afirmar: o Wordpress é estupendo.

A qualidade do projeto é surpreendente. Ele tão poderoso e flexível que pode ser usado de blogs a e-commerce, mas simples a ponto de quem não sabe ler uma linha de código usá-lo sem problemas. Sem dúvidas, uma referência quando se fala em desenvolvimento open-source.

Para efeito da argumentação, a instalação de plugins, por exemplo, é assim: você baixa o plugin, no próprio site do Wordpress há um repositório, mas uma busca no Google também retorna muita coisa boa. Depois coloca a pasta ou arquivo dentro de wp-content/plugins, se não modificou o caminho padrão. Pronto, está funcionando, basta ativar dentro da aba plugins do painel de controle. Com temas o processo é o mesmo.

É tão simples que na primeira vez que vi, fiquei pensando: mas não é assim que deveria ser?

Dizem que escrever para ele também é fantástico. Quando tiver um pouco de tempo verei.

O que quero dizer é: se estiver procurando uma plataforma de gerenciamento de conteúdo, use Wordpress, você não se arrependerá.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Sábado, dia 26 de Janeiro de 2008.
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Jan 24

FirefoxDa série:

  1. Extensões que uso (I)
  2. Extensões que uso (II)
  3. Extensões que uso (III)
  4. Extensões que uso (IV)

Chagamos ao fim da série de extensões que fazem minha Raposa de Fogo ficar ainda mais cheirosa e bela.

  • IE Tab: Parece uma quebra da promessa de nunca mais usar o Internet Explorer, mas não é. Acontece que quem desenvolve para a web sabe o quanto esse navegador é usado, então é impossível deixar de testar os sites nele. Por mais que nós quiséssemos o contrário, é preciso deixar tudo pelo menos usável nesse navegadorzinho.
    O que essa extensão faz é usar o engine do IE dentro do Firefox. Assim não é preciso trocar de navegador para ver como ele trata as páginas e testar a compatibilidade.
    Existe uma promessa de que o IE8, com lançamento programado para 2009, será completamente adaptado aos Web Standards. Se for verdade o martírio terá fim, enquanto isso não acontece o IE Tab é indispensável.
  • Megaupload SX.3.2: Se você for baixar alguma coisa do Megaupload e receber a mensagem “All slots assigned to your country are in use, try again later” ou semelhante, com a sugestão de baixar uma barra para o navegador, não o faça. Primeiro porque existe um boato de que tal barra é acompanhada de um spyware, segundo porque há essa extensão para o Firefox que engana o site, fazendo-o pensar que você a tem instalada.
    Dessa forma fica muito mais fácil baixar os… ãh, arquivos legalizados disponíveis no site.
  • MinimizeToTray: Como minha vida na internet está concentrada no Firefox há horas em que preciso deixá-lo aberto, seja esperando um e-mail, seja fazendo um download. Mas manter uma janela na bandeja pode ser um problema quando muitas aplicações estão abertas. O MinimizeToTray manda o navegador para a bandeja do sistema, ao lado do relógio.
    É uma funcionalidade totalmente substituível pelo Tray It, inclusive com melhorias. Mas no caso do navegador ser o único programa que você pretende jogar na bandeja não faz sentido instalar um programa todo a mais. Sim, eu sei que o Tray It tem 44Kb e o MinimizeToTray 42Kb, mas enfim. E funciona somente no Windows.
  • ShowIP: Mostra o IP do site visitado e com um clique dá Whois no servidor. Curto e grosso.
  • Twitterbar: Eu sabia que não escreveria no Twitter se não fosse muito prático. Então quando abri minha conta, logo saí a caça de alguma extensão que facilitasse o processo. Se você é como eu e nem postar pelo GTalk é simples o suficiente, essa extensão é ideal. Com ela você escreve direto da barra da URL, e ainda há um contador de caracteres, para você não se perder e extrapolar o limite de 140.
    Uma pena o desenvolvedor ter abandonado o projeto, o que significa que jamais haverão melhorias. Mesmo assim eu recomendo, é a menos invasiva das formas de twittar.
  • VideoDownloader: Ele permite baixar vídeos de mais de 60 sites do estilo do YouTube. Hoje em dia ele é substituído com vantagens por serviços como o Media Converter e o Vixy, que não só dão o link como convertem o vídeo para outros formatos antes do download.
    Mas se você, assim como eu, acha que é abusar da boa vontade usar o processamento da máquina dos outros, ou só não quer depender de servidores que às vezes caem, a dobradinha VideoDownloader e MediaCoder (ou ffmpeg, no Linux) lhe servirá bem.
  • Web Developer: Essa é clássica, todo desenvolvedor para internet usa. É um canivete suíço, mostra propriedades dos objetos da página, cores usadas (o que substitui o ColorZilla), habilita e desabilita o Javascript, simula dispositivos portáteis de navegação, faz a validação das páginas no W3C
    Apesar de fechar a lista, foi a primeira extensão que instalei. E nunca mais tirei.

É isso, fim de série. Se você não usa o Firefox ainda e não se convenceu por esta lista de funcionalidades extras (veja bem, isso tudo são extensões, só o navegador sequinho já tem muita coisa legal), não há mais nada que eu possa fazer. Você foi perdido para sempre para o lado negro (ou seria azul?) da força.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Quinta-feira, dia 24 de Janeiro de 2008.
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Jan 23

Google maps dentro do siteHá algum tempo eu li no Client Side elogios a um framework de javascript chamado Jquery. Então quando fui iniciar um novo projeto, resolvi testá-lo. É realmente impressionante o que se consegue fazer com ele. Mostra que programar pode ser divertido e simples.

Há, ainda, a possibilidade de usar plugins para complementar as funcionalidades dele. O que é ótimo, o limite do que você consegue fazer é a sua imaginação.

Infelizmente um problema em boa parte dos plugins é a documentação escassa. Tenho penado lendo comentários deixados dentro do código, e muitas vezes tendo que descobrir como usá-lo lendo o fonte. Talvez seja só azar, justamente nos plugins que usei isso acontece. O próprio JQuery é bem documentado, por exemplo. Saberei melhor no futuro.

No intuito de colaborar com os desenvolvedores e os interessados, eis um tutorial de como inserir um mapa do Google Maps no seu site (é o primeiro tutorial que faço, então o feedback será muito bem vindo. Com o tempo eu pego o jeito ;) ):

O efeito final é esse.

  1. Antes de começar é preciso criar uma chave para a API do Google Maps. Não é necessário cadastro, basta colocar a url do site no qual ela será usada nessa página. Ela serve para todo o domínio, inclusive subpastas. Se você tentar usar uma chave que não foi feita para o seu domínio ela não funcionará.
  2. Scripts necessários: são dois, o JQuery e o JMap2.
  3. O html: é necessário que o navegador esteja com o javascript habilitado para que o Google Maps funcione, então o html do exemplo é apenas a tag body:
    <!DOCTYPE html PUBLIC “-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN” “http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd”>
    <html xmlns=“http://www.w3.org/1999/xhtml”>
    <head>
    <meta http-equiv=“content-type” content=“text/html; charset=UTF-8″ />
    <meta name=“author” content=“Leandro Facchinetti” />
    <script type=“text/javascript” src=“jquery-1.2.2.min.js”></script>
    <script type=“text/javascript” src=“http://maps.google.com/maps?file=api&v=2&key=sua_chave”></script>
    <script type=“text/javascript” src=“jquery.jmap2.js”></script>

    <script type=“text/javascript”>
    <!–
    //o código virá aqui
    –>
    </script>
    <title>Exemplo de colocação de mapas dentro do site com JQuery e JMap2</title>
    </head>
    <body>
    </body>
    </html>

    Atente para as importações de scripts. São três, o JQuery, a API do Google Maps e o JMap2. Lembre-se de mudar para a sua chave da API, onde diz “sua_chave” no código.
  4. Na parte onde está escrito “//o código virá aqui” é que escreveremos nosso código. Logicamente é preferível que você faça isso num documento externo e o importe, estou fazendo assim para simplificar.
  5. O código a ser inserido é este, veja os comentários para entendê-lo:
    $(function (){//sintaxe do JQuery para a função ser executada quando o DOM estiver pronto
    $("body").append("<a href=\"\">Clique aqui para ver no mapa</a>").children("a").click(function (){//aqui é colocado o link, não faria sentido colocá-lo no html porque quem não tivesse javascript ficaria com um link vazio. Após a colocação do link é associada uma função a ser executada quando ele é clicado
    $(this).slideUp("slow").after("<div id=\"mapa\" style=\"width:450px; height:320px; display:none; background-color:#e5e3df; \"").parent().children("div#mapa").slideDown("slow", function (){//é inserida uma div na qual irá o mapa. Atente para a colocação de atributos width e height, o mapa será do tamanho que você setar aqui. Depois da colocação vem a função do efeito que faz a div aparecer deslizando. Lógico que isso é opcional, fiz assim porque é mais estético
    $(this).jmap({//aqui é acolocação do mapa em si, dentro dessa função vai um objeto com as opções, não listarei todas, só as que julgo serem mais importantes
    mapCenter: [-27.608000, -48.53770],//as coordenadas da onde o mapa será aberto. Para descobrí-las entre no Google Maps, ache a região que lhe interessa e clique em "Criar link para esta página", observe a url gerada, procure por duas sequência de número logo no início, são elas que você deve colocar aqui
    mapZoom: 17,//nível de zoom do mapa quando aberto
    mapShowOverview: false,//mostrar pequeno mapa da região no canto inferior direito
    mapShowType: false//mostrar o tipo de mapa: mapa, satélite, terreno
    }).addMarker({//adicionar aquele marcador vermelho
    pointLat: -27.608450,//as coordenadas de onde o marcador deve ser criado
    pointLng: -48.53770,
    pointHTML: "<h3>Paralelo 22</h3><p>Praça Abdon Batista<br />Saco dos Limões - Florianópolis - SC</p>",//html a ser exibido no balão do marcador, é possível manipular a formatação desse html pelo css da página. Incrível, não? openHTMLEvent: "mouseover"//evento que dispara a abertura do marcador
    })
    })
    return false;//impedir a ação padrão do link
    })
    })
  6. Pronto, não é fantástico o que pode ser feito com tão pouco código?

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Quarta-feira, dia 23 de Janeiro de 2008.
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Jan 21

Retirado do Flickr: http://flickr.com/photos/weyler/153724007/Uso vários softwares desenvolvidos por comunidades open-source. Mas, contrariando o que se espera desses usuários, não contribuo desenvolvendo código, ou mesmo respondendo perguntas em fóruns, apesar de muitas vezes já ter minhas próprias dúvidas solucionadas neles. Dificilmente mando um bug-report e ajudo o desenvolvedor a resolvê-lo.

Eu sou um parasita da comunidade, então? Nada disso. Minha contribuição vem de outra forma, eu divulgo os softwares open-source para quem não os conhece. Partindo do princípio que eles são desenvolvidos para serem usados, e que quanto mais usuários o programa tem, mais investirão nele e melhor ele ficará, creio que minha contribuição é tão importante quando ajudar na produção.

Não fosse o papel de pessoas como eu, dificilmente os Firefoxes da vida sairiam do gueto. Escrever um programa sabendo que ele será usado por muitas pessoas é um estímulo muito importante. E isso não é bom apenas para a comunidade, se eu indico um programa, é porque uso e gosto, então é provável que ele sirva para a pessoa que eu indico. Talvez para ela não seja o melhor, tudo bem, pelo menos ela conhece as alternativas e teve a oportunidade de escolher.

Confesso que não é tarefa fácil essa, de evangelizar as pessoas. Além do óbvio, mostrar porque o programa é bom, muitas vezes é preciso desmistificar coisas simples, como ser possível manter mais de um browser instalado ao mesmo tempo. Para muitos internet é sinônimo de um E azul com eclipse em volta, imagine o trabalho.

E, por mais que seja tentador fazer o contrário, é preciso basear essa campanha na verdade, então tomo o cuidado de falar os pontos fracos do programa. É verdade que nem todo site abre no Firefox, especialmente os dos bancos, ou do Conectividade Social, da Caixa Econômica. Mas a Caixa é um caso à parte, quem já teve que usar os serviços dela sabe.

E mais, Linux e Mac podem pegar vírus. É tão raro que eu nunca vi, mas sei de relatos. Acontece que eu não uso um software porque ele é divino, um pedaço de código perfeito no meio de um mar de Pearl, uso porque é bom e satisfaz minhas necessidades. Ou mesmo porque não encontrei alternativa melhor.

Entra aqui uma questão importante. Não recomendo um programa se percebo que não servirá para a pessoa, por mais que eu goste dele. É o que me diferencia de um fanboy chato. E essa linha é muito tênue, é preciso bom senso na hora de aconselhar. Caso contrário servirá aquele velho ditado: se conselho fosse bom dava-se de graça.

Para fazer jus a essa boa-vontade toda, terminarei o texto com algumas sugestões de softwares que se você não conhece, deveria experimentar:

  • GMail: O estado de arte no que se refere a webmail. O melhor da internet, sem dúvidas. Para mim substituiu o leitor de e-mails instalado, com vantagens. Mas se você é muito apegado ao seu, é possível usar o recém-lançado suporte à IMAP, com ele o GMail é off-line também.
  • Firefox: O navegador da Raposa é sensacional por si só, mas é no suporte a extensões que ele brilha em toda sua glória.
  • Pidgin: Um mensageiro instantâneo mais leve que o MSN, e sozinho suporta as redes AIM, Bonjour, Gadu-Gadu, Google Talk, Groupwise, ICQ IRC, MSN, MySpaceIM, QQ, SILC , SIMPLE, Sametime, XMPP, Yahoo!, Zephyr. Chocante, não?! Ele faz as diferenças entre as redes ficar transparente, você nem precisa mais se lembrar se tal contato está no MSN ou no GTalk. E não tem propagandas na sua interface, que é simples e funcional, do jeito que eu gosto.
  • Ubuntu: Convencer alguém a testar o Linux é um dos maiores desafios. Não porque ele seja ruim, pelo contrário, mas porque para muitos o Windows é parte do computador, nem sabem que é possível usá-lo sem ele. Como se fosse uma BIOS, ou coisa do gênero. Se você tem vontade de tentar, mas não quer abrir mão do seu Windows, e nem abrir uma partição ou comprar um HD, recomendo o Wubi. Ele instala o Ubuntu inteiro em cima do Windows, sem risco nenhum, virtualizado em nível de máquina. E é muito simples de usar.
  • Foxit: Um substituto perfeito ao trambolho engordurado que se tornou o Adobe Reader (sorry, Adobe).

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Segunda-feira, dia 21 de Janeiro de 2008.

Jan 18

FirefoxDa série:

  1. Extensões que uso (I)
  2. Extensões que uso (II)
  3. Extensões que uso (III)
  4. Extensões que uso (IV)

Como prometido, nessa edição estão as extensões de Firefox para aproveitar os serviços do Google:

  • GMail Checker: Quando comecei a usar o GMail como leitor de e-mails eu queria alguma extensão que me checasse por mensagens novas. Assim eu não precisaria logar toda hora só para ver se alguém me escreveu, então instalei o Gmail Notifier. Ele funciona muito bem no Windows, mas não rodou no Ubuntu, o que me fez trocar para o GMail Checker.
    Esse é ainda mais simples, basta clicar no envelopinho que ele cria na barra do navegador para checar por mensagens novas. No momento ele está com um bug estranho, trava o Firefox por uns cinco segundos, a ponto de o Windows acusar que o programa não está respondendo. Mas não é nada grave que me faça mudar dele. Por enquanto, pelo menos.
  • GMail Space: O espaço de armazenamento do GMail foi uma das razões pelas quais ele ganhou a fama que tem hoje. Na época em que ele foi lançado os serviços de webmail davam poucos megas de espaço, pois o GMail chegou com um giga. Hoje são seis gigas, e essa capacidade cresce a cada segundo (literalmente, entre na página inical do GMail e veja).
    Exceto se você recebe toneladas de e-mails por dia, esse é um espaço muito maior que o necessário. O que fazer com o excedente?
    Uma idéia é usar como um disco virtual, para armazenar os arquivos on-line e acessá-los de qualquer lugar. Pois é isso que o GMail Space faz, trata sua conta de GMail como um HD na web. Ele torna todo o processo de gerenciamento de arquivos transparente.
    Existe um tamanho máximo para um anexo de e-mail, o que impede arquivos maiores que esse limite de serem guardados. Há pouco tempo essa cota foi aumentada de 10 para 20 Mb, considero isso o suficiente, afinal não é o objetivo dessa extensão substituir completamente um serviço de backup on-line.
    Confesso que testei, gostei e nunca mais usei, mas minha falta de criatividade não desmerece o GMail Space, ele faz muito bem o que se propõe.
  • Google Notas: O Google Notebook (em português, Google Notas) é um caderno de anotações on-line. Ninguém que vai fazer uma anotação rápida está disposto a abrir uma página, esperar ela carregar e então escrever. Por isso é essa extensão é essencial no uso do serviço. Tanto que ela não foi desenvolvida pela comunidade, ou pela Mozilla, mas pelo próprio Google.
    Para usar basta clicar no ícone de caderninho e abre-se uma interface muito simples de usar. Ou selecione um texto interessante na web, então surge um botão, você clica nele e o texto é anotado, bem como o endereço da página de onde foi tirado. Perfeito para fazer pesquisas para um trabalho ou um post.
  • Google Reader Notifier: Depois de certo tempo entrando em blogs um a um para ler as novidades, ou para descobrir que não havia sido atualizado, decidi que era hora de usar RSS. Então fui buscar por um agregador que me agradasse, já havia decidido que não queria baixar e instalar um programa, porque assim não ler em qualquer lugar. Testei o Netvibes, o Bloglines e outros que nem lembro, mas nenhum me pareceu tão bom quanto Google Reader.
    Ele marca a notícia como lida só de você rolar a tela (mas isso pode ser desabilitado, se você preferir), permite categorizar os feeds por tags, marcar os posts favoritos com estrelas e ainda compartilhar os feeds interessantes com os contatos (os posts que compartilho apacerem aqui do lado, na barra Textos de outros blogs).
    Essa extensão checa se há novidades no Google Reader, simples e eficaz. Fez com que eu ganhasse muito tempo e pudesse ler muito mais textos. Por outro lado confesso que há um efeito colateral, causa dependência de novidades e você pode acabar até montando um blog. Aconteceu comigo.
  • Google Toolbar for Firefox serviços do: Existe até um instalador do Firefox que já trás essa extensão embutida. Concentra os serviços do Google numa barra, a busca, o GMail, o Orkut, etc. O único defeito é que não funcionou no Ubuntu.
    Andei fazendo uma faxina na interface do meu Firefox e a tirei, mas ainda a mantenho instalada porque se eu sentir falta ela vai voltar.

Para fechar, vou fazer uma contra-propaganda. Há uma extensão que melhora a interface do GMail, a Better GMail. Ela é bem popular, tanto que saiu uma segunda versão. Nunca usei, mas li relatos de pessoas que tiveram problemas ao instalá-la, como o desaparecimento de itens do menu do GMail.

Falando em bugs estranhos, li também que houve um problema de sincronia do Foxmarks, rodando no Linux, que foi resolvido com a desinstalação do Colorzilla. Uso os dois e não tive problema, mas como recomendei eles nas edições passadas dessa série, achei interessante comentar.

Por enquanto é só, mas não percam o final da lista de Extensões que uso.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Sexta-feira, dia 18 de Janeiro de 2008.
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