Mar 07

Leandro, coberto de tinta, areia e molhado, depois de estar por mais de uma hora no pedágio do trote, cansado, voltando para casa. Passa um casal de mãos dadas, ambos vestindo camisetas da universidade. Garota se dirige ao Leandro:

-E aí, bixo do quê?

- Ciências da computação.

Sonoro muxoxo vindo da garota. Leandro pergunta:

- Por que, isso é ruim?

-É, vai continuar virgem para o resto da vida.

Casal vai embora. Fim da cena.

Ah, é. Isso.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Sexta-feira, dia 7 de Março de 2008.
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Fev 21

Quando decidi prestar vestibular, ano passado, uma das primeiras coisas a serem definidas foram as universidades nas quais eu tentaria entrar. Seguindo alguns critérios lógicos e práticos, cheguei a uma lista de quatro instituições, entre elas, apenas uma fica na cidade onde meus pais moram. Qualquer outra me obrigaria a sair de casa.

Junto com a escolha das universidades, defini qual teria prioridade sobre a outra. Seria útil no caso de ter que optar entre mais de uma. No fim, fui aprovado em dois vestibulares, então foi realmente necessário ter pensado a esse respeito.

Neste texto, vou analisar um aspecto isolado entre todos em que me baseei para defenir minha preferência: ter de me mudar. Ao contrário do que poderia se esperar, ele não pesou negativamente, mas no lado dos prós.

Antes de defender a idéia, quero deixar claro que não se trata de uma manifestação infantil de querer fugir de casa. Nunca me incomodei de morar com a minha mãe, nossa convivência sempre foi saudável, até demais, tomando por base as histórias que ouço por aí sobre outras famílias. Existiram algumas brigas, como é natural, mas nada comparável com os conflitos homéricos que às vezes se espera dos jovens.

Em parte, isso se deve a eu ser, modéstia à parte, um bom filho. Mas principalmente, é porque tenho ótimos pais. O que até, é razoável pensar, justifica o fato de eu ser um bom filho. Mas o tema não é desconstruir e analisar a relação com meus pais, e sim mostrar porque eu dei preferência a sair de casa.

Pode soar contraditório, porém a razão é justamente que morar com meus pais é confortável. Se eu continuasse na inércia, viveria bem; como já disse, gosto de como as coisas estavam. Talvez houvesse um pequeno impedimento geográfico para a carreira que pretendo seguir, mas com alguns concessões, acredito que conseguiria um modesto sucesso.

No entanto, parece-me que o melhor, às vezes único, jeito de evoluir é sair da zona de conforto. E quanto mais cedo toma-se a atitude de fazer isso, mais fácil é a transição. Se eu protelasse muito a saída de casa, talvez desenvolvesse uma preguiça irremediável, e seguisse indefinidamente a lei do menor esforço.

Não necessariamente eu seria menos feliz, por conta disso. De repente seria até melhor deixar as coisas como estão. Jamais saberei, porque as decisões tomadas não podem ser revertidas, a vida é uma só, e não há uma oportunidade para ensaiar. Sendo assim, só resta nos atirarmos de cabeça, calculando os riscos, lógico, mas sem arrependimentos.

Como já disse, tenho a sorte de contar com dois ótimos pais, que podem sustentar essa aventura. Agradeço a eles por isso, e espero poder retribuir um dia. Dessa forma, eu vou, e estou ansioso pelo que me espera. Morar sozinho, longe da vigilância e proteção paterna, será muito diferente.

Vou cuidar da casa, talvez apreder a cozinhar, desenvolver minhas habilidades em gerenciar o dinheiro, e todas aquelas coisas. Terei a lúdica oportunidade de interromper uma faxina para postar no blog, tal qual as irmãs Bottan. Sair da zona de conforto será um desafio, e eu adoro essa idéia.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Quinta-feira, dia 21 de Fevereiro de 2008.
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Fev 11

Estou acostumado a ver pichações que mandam o presidente dos Estado Unidos ir embora, exaltam Che Guevara, etc. Acho isso ridículo, mas se o sujeito foi alfabetizado com Marx e Engels, em vez de Caminho Suave, até faz sentido. No fim das contas, o meio usado já diz muito sobre a qualidade da mensagem em si, o indivíduo pensa que vai mudar o mundo, uma parede por vez.

Pois, encontro isso, perto de casa, em Florianópolis:

Vulva a Revolução

O que me leva a pensar: será isso uma manifestação bastante inteligente de um sujeito sarcárstico? ou seria, simplesmente, o autor, uma anta?

A experiência me diz para acreditar na última hipótese. Sendo assim, a constatação é: já não se fazem mais acéfalos revolucionários como antigamente.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Segunda-feira, dia 11 de Fevereiro de 2008.
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Jan 20

http://flickr.com/photos/marie-g/1223410820/A piada é perfeita, porque a maior parte não entende. E quem entende acha sem graça. É uma ótima oportunidade para rir sozinho e acrescentar um pouco de entropia no universo.

História real, algum tempo no passado:

- Vamos naquela montanha russa que tem dois loopings?

- Um while e um for?

Todos olham com cara de interrogação para o Leandro, que se mata de rir.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Domingo, dia 20 de Janeiro de 2008.
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Jan 12

Imagem retirada de: http://oberknel.fr/dotclear/index.php?GeneralConversa entre Leandro e neófita, algum tempo no passado:

- Mas esse Touch não é parecido com o Nano de segunda geração que você já tem?

- Não, o novo iPod Touch tem mais espaço de armazenamento, a capacidade de tocar vídeos, tela maior e sensível ao toque, suporte à navegação na internet via Wi-Fi. É quase um iPhone, só não faz ligação. Além do mais ele é lindo. E tem um novo sistema de busca de música, as capas dos discos vão passando como toque do dedo, é de impressionar as visitas, o nome é cover flow. E além disso…

Leandro é interrompido por um ataque de riso.

- O que tem de engraçado com o cover flow?

- É que parece couve-flor.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Sábado, dia 12 de Janeiro de 2008.
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