Jan 31

Não sou o tipo de pessoa que aprecia paisagens. Não consigo ver nada de realmente apreciável na visão de uma praia ao pôr-do-sol, ou de uma cachoeira correndo entre as pedras, que dirá de uma cadeia de montanhas.

Entretanto, em toda minha insensibilidade, tenho que admitir, há uma vista que me desarmou, por ser incrivelmente bela. Veja se você consegue formar a imagem com minha descrição: dia relativamente nublado; claras cumulonimbus, não tenebrosas nimbostratus; alvorada; primeiro vôo da manhã. Sim, é o sol nascendo visto por cima das nuvens.

Essa paisagem me ganhou. Então pensei “deve ser bom trabalhar como piloto de avião, assim você pode ver isso com freqüência”. Mas refletindo um pouco mais sobre isso, cheguei a conclusão de que estava errado. Se eu tivesse contato com essa vista muitas vezes, ela deixaria de me parecer encantadora. É impossível não se anestesiar, após a exposição contínua.

O mesmo acontece com as notícias que chegam todos os dias. Verdadeiras tragédias, mas depois de um tempo deixamos de nos sensibilizar. O que é natural, caso contrário seria horrível, viveríamos com os nervos à flor da pele. Estaríamos sempre aos prantos, ninguém quer isso.

Enfim, meu objetivo nesse texto é mostrar que pode não ser uma boa idéia viver daquilo que você gosta de fazer. Não estou defendendo que seja certo desgostar do trabalho. Até porque um profissional frustrado dificilmente será bem sucedido, em todos os significados que a palavra sucesso pode ter.

Minha idéia é outra, algumas vezes pode ser melhor simplesmente apreciar a atividade, ou exercê-la como hobbie. É o que estou fazendo com o blog. Por mais que eu goste de escrever, não estou vivendo disso, então posso me dar ao luxo de não ter um anúncio sequer. O que não seria demérito, lógico, afinal ganhar dinheiro em cima de um conteúdo de qualidade é uma honra.

Também não preciso me importar se o blog está sendo visitado por milhões ou uma única pessoa. Não se engane, eu ligo para isso, mas é muito mais uma questão de ego do que de necessidade.

A vantagem disso é que minha liberdade é completa. Censura prévia não existe mais (mentira, mas vamos fingir que não exista mesmo), no entanto às vezes probloggers precisam escolher alguns temas em detrimento de outros, para garantir o rendimento.

O Cardoso anunciou que vai investir mais em projetos para as classes baixas. E ele está certo em fazer isso, é preciso ir onde o dinheiro se encontra. Não acredito que deixe de ser divertido trabalhar assim, mas duvido que seja mais prazeroso que escrever sobre o que quiser.

Na verdade eu nunca fiz essa experiência. Então posso estar errado, e eventualmente ter a pauta definida pelo business seja interessante. Mas acho que não vou querer descobrir isso. Pelo menos por enquanto.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Quinta-feira, dia 31 de Janeiro de 2008.
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Jan 30

Até pouco tempo as pessoas reservavam suas vidas. Havia uma noção clara de privacidade, já que elas tinham total controle do que era seu.

Suas fotos estavam guardadas num álbum dentro de um armário; seus textos e idéias, rabiscados em um velho caderno; seus vídeos, numa fita VHS na estante; suas músicas, num K7 na gaveta; seus compromissos, numa agenda dentro da mochila; seus amigos, em algum lugar importante da memória.

Após a popularização da internet ficaram famosos, e são muito usados, serviços de compartilhamento de informação, em volta dos quais criou-se uma comunidade. As pessoas acostumaram-se a divulgar conteúdo nesses meios. Com isso, foi transposta a barreira que existia entre o privado e o público. O que antes era algo pessoal hoje pode ser acessado por qualquer um.

As fotos foram para o Flickr ou o Picasa; os textos e idéias para um blog ou twitter; os vídeos para o YouTube; as músicas para MySpace; os compromissos para o Google Agenda, e aberta ao público; os amigos, para o profile no Orkut. Alguns vão mais longe e colocam sua vida toda na internet, ao vivo, 24 horas por dia.

O que leva as pessoas a abrirem mão da sua privacidade de forma tão invasiva, participarem desse Big Brother voluntário?

Certamente, uma série de razões. Ser visto e reconhecido, possivelmente ganhar dinheiro, etc. Mas, para mim, o mais importante não é nada disso. O motivo que me levou a criar um blog e escrever nele é outro.

O que realmente me atrai nos blogs são os comentários, a possibilidade de conhecer e discutir idéias diferentes. Isso é genial. Esse é o grande mérito dessa revolução toda, conectar as pessoas.

Colocar em contato pensamentos inovadores de forma tão imediata e direta fará com que evoluamos cada vez mais rápido. Porque poupa-nos o trabalho de reiventar a roda continuas vezes. E quando for resolvida a problemática questão da propriedade das idéias, que inibe algumas pessoas por causa do medo de serem roubadas, estaremos chegando perto da verdadeira singularidade. Não tem volta.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Quarta-feira, dia 30 de Janeiro de 2008.
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Jan 29

Este blog é fruto de uma tendência. Junto com ele nascem milhares de outros, todos os dias. Os números relacionados à quantidade de blogs novos são astronômicos. Todos têm um objetivo em comum, ficar conhecido, afinal ninguém gosta de ficar falando sozinho.

É notório, entretanto, que a maior parte fracassará. De todo o conteúdo produzido, 90% é lixo, está destinado à mediocridade. Dessa forma, não posso deixar de questionar, o que faz de um blog, ou qualquer outra manifestação, um sucesso?

Certamente a resposta a essa pergunta é uma série de fatores, e a relação entre eles é igualmente complexa. Então, excluindo o que está fora do meu alcance, como a sorte, vou analisar como posso contribuir para que minha iniciativa seja bem sucedida. Naturalmente não se aplica apenas ao blog, uma vez que são conceitos genéricos.

Inicialmente, é importante conhecer o ofício. Eu não poderia ser um blogueiro sem conhecer o que é trackback, como usar o Wordpress, fazer um mapa do site para ser indexado, comentar em outros blogs, obedecer a netiqueta… Percebo que muitos começam a escrever mas cometem erros básicos, como não cuidar do feed. Problemas simples que poderiam ser evitados com um pouco de pesquisa prévia.

Com a base pronta, é preciso trabalhar. Sim, muito papo e pouca ação não me levaria a lugar nenhum. A melhor forma de aperfeiçoar o texto é escrevendo muito, trabalho braçal, mesmo. Por isso estou postando uma vez por dia e pretendo manter esse ritmo por um tempo.

Aqui entra um ítem importante, o talento. Por mais que eu escreva, se o conteúdo não for relevante, o blog não terá sucesso. Um monte de porcaria não vale mais que uma única pérola, e isso é muito cruel, porque todo o esforço pode não ser recompensado. É um investimento de tempo e boa vontade que pode render em nada, mas é um risco que decidir decidi correr.

A melhor mostra de talento, na minha opinião, é a contrução de uma identidade própria. Muito difícil isso, formar um estilo pessoal a partir da absorção das referências. Eu até poderia copiar os outros, mas então seria dispensável, meu valor não seria maior do que aqueles que copio. Ninguém quer isso para si.

Depois, julgo ser importante definir um tema, com o intuito de atingir um público alvo mais restrito. Especialmente quando se trata de um blog, que é uma mídia dirigida aos nichos. Estou me referindo a um tema que norteie a produção dos textos, não que restrinja a criatividade. É uma forma de focar no interlocutor, em vez de atirar para todos os lados, como, admito, estou fazendo. Uma hora trato com aqueles que estão programando em Flash, em outra com quem nem conhece o Firefox. É um ponto a ser trabalhado.

Por último, o mais importante, é fundamental gostar do que se faz. Especialmente no começo, quando essa é a única razão real de gratificação. Meu objetivo com o blog é conhecer pessoas e conversar, mas meus últimos artigos receberam poucos ou nenhum comentário. Se eu não gostasse de escrever desistiria.

Exemplos de como essa fórmula funciona são muitos, o Cansei de Ser Sexy, por exemplo, começou como diversão despretenciosa. Hoje é uma das maiores bandas brasileiras no cenário mundia mundial. Certamente é algo de se admirar.

E como não estou ganhando um tostão por tudo que estou fazendo, posso me dar ao luxo de experimentar. Brincar de blogar, até aprender como se faz. Estou me divertindo bastante até agora. Boa sorte para mim, então.

[update]
Agradecimentos ao Vanfloripa pelas correções ortográficas

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Terça-feira, dia 29 de Janeiro de 2008.
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Jan 28

Um tempo atrás passei alguns dias acompanhando vários noticiários televisivos. Não fazia isso desde que comecei a ler blogs. Não pude deixar de reparar como as notícias se repetem. As pautas são as mesmas, a abordagem é sempre semelhante, até porque o formato do jornal força uma linguagem específica.

Tenho a impressão de que a única redação de jornal que realmente trabalha é a do primeiro noticiário da manhã. As outras assitem e repetem. Crueldade da minha parte, eu sei.

Todos tentam passar uma imagem de imparcialidade. Falsa, porque como dizia minha professora de história “ninguém é neutro, nem xampu neutro é neutro de verdade”.

No pior dos casos o âncora faz um breve comentário ao final da reportagem. Acaba a matéria sobre o aumento de 500% na criminalidade, ele solta um “isso é uma vergonha!” com uma cara feia. E passa para a história seguinte, sobre o preço no material escolar na época de volta às aulas.

É justamente esse o maior atrativo dos blogs. Neles, se espera que a notícia venha acompanhada de opinião, afinal o texto foi escrito por pessoas para pessoas. O contato é imediato e direto, não há um jornal como mediador. E isso é fantástico, porque nos comentários pode surgir uma discussão que revela novos aspectos da questão. A manifestação de diferentes lados de forma verdadeiramente igualitária.

Assim, sendo parcial por excelência, os blogs são a ferramenta de comunicação mais imparcial já criada. Por isso posso ler várias vezes sobre o mesmo assunto sem me incomodar, ele não se esgota, cada novo texto terá algo de relevante a dizer. Isso vale muito mais que um “isso é uma vergonha!”.

Agora, nada contra o Boris Casoy.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Segunda-feira, dia 28 de Janeiro de 2008.
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Jan 27

Acredito que meus pensamentos funcionem de um jeito diferento do resto das pessoas. Nunca entrei na cabeça de ninguém, nem pretendo fazê-lo, assim não tenho como provar minha teoria. Talvez todos sejam iguais a mim, mas eles não se manifestam, assim eu jamais saberei a verdade.

Por que estou dizendo isso?

Assim como quando seu nome é perguntado ele imediatamente vem à memória, eu tenho respostas mentais prontas para algumas coisas. É inexplicável e incontrolável.

Exemplos:

Há uma empresa de transportes que se chama Dalçoquio. Eventualmente passa algum caminhão com esse nome estampado. Pois toda vez que vejo ou ouço esse nome o que penso é: Dalçoquio, outro vai lá e dá o chutio.

Outra: sempre que ouço alguém falando em forras, aquela madeira que fica no batente da porta fazendo o acabamento, troco mentalmente o f pelo p. Sempre produz sentenças engraçadas.

Se me vir rindo sozinho, não estranhe.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Domingo, dia 27 de Janeiro de 2008.
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Jan 26

Retirado do Flickr: http://flickr.com/photos/cafelog/207745280/Por muito tempo antes de iniciar este blog eu li comentários sobre quão sensacional é o Wordpress. Diziam que ele era cheiroso, bom de cama e premiado. E ele é escrito em PHP com banco de dados MySQL, ferramentas com as quais estou acostumado.

Minha escolha plataforma foi, então, muito fácil. Fui de Wordpress sem nem testar os concorrentes. Primeiro na hospedagem grátis do Wordpress.com, que é perfeita para um blogueiro casual, depois no domínio próprio. Agora, que tenho a liberdade de instalar plugins e temas, vejo as entranhas e o funcionamento dele em toda sua glória, posso afirmar: o Wordpress é estupendo.

A qualidade do projeto é surpreendente. Ele tão poderoso e flexível que pode ser usado de blogs a e-commerce, mas simples a ponto de quem não sabe ler uma linha de código usá-lo sem problemas. Sem dúvidas, uma referência quando se fala em desenvolvimento open-source.

Para efeito da argumentação, a instalação de plugins, por exemplo, é assim: você baixa o plugin, no próprio site do Wordpress há um repositório, mas uma busca no Google também retorna muita coisa boa. Depois coloca a pasta ou arquivo dentro de wp-content/plugins, se não modificou o caminho padrão. Pronto, está funcionando, basta ativar dentro da aba plugins do painel de controle. Com temas o processo é o mesmo.

É tão simples que na primeira vez que vi, fiquei pensando: mas não é assim que deveria ser?

Dizem que escrever para ele também é fantástico. Quando tiver um pouco de tempo verei.

O que quero dizer é: se estiver procurando uma plataforma de gerenciamento de conteúdo, use Wordpress, você não se arrependerá.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Sábado, dia 26 de Janeiro de 2008.
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Jan 25

Retirado do Flickr: http://flickr.com/photos/leff/2159130/É uma prática comum entre os novatos praticar preços abaixo do mercado. Com isso eles ganham a experiência necessária para conseguir trabalhos melhores e se estabelecerem. Quando isso acontecer, aí sim, eles podem cobrar o quanto o serviço vale.

Pela minha experiência, o que posso dizer é: não faça isso. Não subvalorize seu trabalho. Fiz isso no meu primeiro site, foi frustrante. Ficávamos incentivados a não prezar pela qualidade, porque o custo não compensava. Pense bem, não é esse tipo de serviço que você quer no seu portfólio.

No nosso caso, não relaxamos, mas foi um serviço demorado e pouco prazeroso. Depois disso, deixamos de ter alguns clientes, porque eles consideravam o preço muito alto. Isso para não mencionar o sobrionho-do-primo-da-mulher-do-vizinho que faria o trabalho por ninharia. 100% dos sites que deixamos de fazer por esse motivo nunca foram acabados.

Assuma a qualidade do seu trabalho e cobre o preço justo por ela. Dispense os clientes que não querem pagar sem peso na consciência. Como o Cardoso disse, trabalhar para pobre é pedir esmola para dois. Seja enfático, se necessário.

Não quero dizer que é possível começar na profissão cobrando o mesmo que quem já é conceituado. É razoável cobrar menos que a média porque o prazo será maior, ou a qualidade não será do mais alto nível.

A idéia é não se prostituir, caso contrário você está jogando todo o mercado para baixo. E como é desse mercado que você pretende viver, quem perde é você mesmo.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Sexta-feira, dia 25 de Janeiro de 2008.
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Jan 24

FirefoxDa série:

  1. Extensões que uso (I)
  2. Extensões que uso (II)
  3. Extensões que uso (III)
  4. Extensões que uso (IV)

Chagamos ao fim da série de extensões que fazem minha Raposa de Fogo ficar ainda mais cheirosa e bela.

  • IE Tab: Parece uma quebra da promessa de nunca mais usar o Internet Explorer, mas não é. Acontece que quem desenvolve para a web sabe o quanto esse navegador é usado, então é impossível deixar de testar os sites nele. Por mais que nós quiséssemos o contrário, é preciso deixar tudo pelo menos usável nesse navegadorzinho.
    O que essa extensão faz é usar o engine do IE dentro do Firefox. Assim não é preciso trocar de navegador para ver como ele trata as páginas e testar a compatibilidade.
    Existe uma promessa de que o IE8, com lançamento programado para 2009, será completamente adaptado aos Web Standards. Se for verdade o martírio terá fim, enquanto isso não acontece o IE Tab é indispensável.
  • Megaupload SX.3.2: Se você for baixar alguma coisa do Megaupload e receber a mensagem “All slots assigned to your country are in use, try again later” ou semelhante, com a sugestão de baixar uma barra para o navegador, não o faça. Primeiro porque existe um boato de que tal barra é acompanhada de um spyware, segundo porque há essa extensão para o Firefox que engana o site, fazendo-o pensar que você a tem instalada.
    Dessa forma fica muito mais fácil baixar os… ãh, arquivos legalizados disponíveis no site.
  • MinimizeToTray: Como minha vida na internet está concentrada no Firefox há horas em que preciso deixá-lo aberto, seja esperando um e-mail, seja fazendo um download. Mas manter uma janela na bandeja pode ser um problema quando muitas aplicações estão abertas. O MinimizeToTray manda o navegador para a bandeja do sistema, ao lado do relógio.
    É uma funcionalidade totalmente substituível pelo Tray It, inclusive com melhorias. Mas no caso do navegador ser o único programa que você pretende jogar na bandeja não faz sentido instalar um programa todo a mais. Sim, eu sei que o Tray It tem 44Kb e o MinimizeToTray 42Kb, mas enfim. E funciona somente no Windows.
  • ShowIP: Mostra o IP do site visitado e com um clique dá Whois no servidor. Curto e grosso.
  • Twitterbar: Eu sabia que não escreveria no Twitter se não fosse muito prático. Então quando abri minha conta, logo saí a caça de alguma extensão que facilitasse o processo. Se você é como eu e nem postar pelo GTalk é simples o suficiente, essa extensão é ideal. Com ela você escreve direto da barra da URL, e ainda há um contador de caracteres, para você não se perder e extrapolar o limite de 140.
    Uma pena o desenvolvedor ter abandonado o projeto, o que significa que jamais haverão melhorias. Mesmo assim eu recomendo, é a menos invasiva das formas de twittar.
  • VideoDownloader: Ele permite baixar vídeos de mais de 60 sites do estilo do YouTube. Hoje em dia ele é substituído com vantagens por serviços como o Media Converter e o Vixy, que não só dão o link como convertem o vídeo para outros formatos antes do download.
    Mas se você, assim como eu, acha que é abusar da boa vontade usar o processamento da máquina dos outros, ou só não quer depender de servidores que às vezes caem, a dobradinha VideoDownloader e MediaCoder (ou ffmpeg, no Linux) lhe servirá bem.
  • Web Developer: Essa é clássica, todo desenvolvedor para internet usa. É um canivete suíço, mostra propriedades dos objetos da página, cores usadas (o que substitui o ColorZilla), habilita e desabilita o Javascript, simula dispositivos portáteis de navegação, faz a validação das páginas no W3C
    Apesar de fechar a lista, foi a primeira extensão que instalei. E nunca mais tirei.

É isso, fim de série. Se você não usa o Firefox ainda e não se convenceu por esta lista de funcionalidades extras (veja bem, isso tudo são extensões, só o navegador sequinho já tem muita coisa legal), não há mais nada que eu possa fazer. Você foi perdido para sempre para o lado negro (ou seria azul?) da força.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Quinta-feira, dia 24 de Janeiro de 2008.
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Jan 23

Google maps dentro do siteHá algum tempo eu li no Client Side elogios a um framework de javascript chamado Jquery. Então quando fui iniciar um novo projeto, resolvi testá-lo. É realmente impressionante o que se consegue fazer com ele. Mostra que programar pode ser divertido e simples.

Há, ainda, a possibilidade de usar plugins para complementar as funcionalidades dele. O que é ótimo, o limite do que você consegue fazer é a sua imaginação.

Infelizmente um problema em boa parte dos plugins é a documentação escassa. Tenho penado lendo comentários deixados dentro do código, e muitas vezes tendo que descobrir como usá-lo lendo o fonte. Talvez seja só azar, justamente nos plugins que usei isso acontece. O próprio JQuery é bem documentado, por exemplo. Saberei melhor no futuro.

No intuito de colaborar com os desenvolvedores e os interessados, eis um tutorial de como inserir um mapa do Google Maps no seu site (é o primeiro tutorial que faço, então o feedback será muito bem vindo. Com o tempo eu pego o jeito ;) ):

O efeito final é esse.

  1. Antes de começar é preciso criar uma chave para a API do Google Maps. Não é necessário cadastro, basta colocar a url do site no qual ela será usada nessa página. Ela serve para todo o domínio, inclusive subpastas. Se você tentar usar uma chave que não foi feita para o seu domínio ela não funcionará.
  2. Scripts necessários: são dois, o JQuery e o JMap2.
  3. O html: é necessário que o navegador esteja com o javascript habilitado para que o Google Maps funcione, então o html do exemplo é apenas a tag body:
    <!DOCTYPE html PUBLIC “-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN” “http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd”>
    <html xmlns=“http://www.w3.org/1999/xhtml”>
    <head>
    <meta http-equiv=“content-type” content=“text/html; charset=UTF-8″ />
    <meta name=“author” content=“Leandro Facchinetti” />
    <script type=“text/javascript” src=“jquery-1.2.2.min.js”></script>
    <script type=“text/javascript” src=“http://maps.google.com/maps?file=api&v=2&key=sua_chave”></script>
    <script type=“text/javascript” src=“jquery.jmap2.js”></script>

    <script type=“text/javascript”>
    <!–
    //o código virá aqui
    –>
    </script>
    <title>Exemplo de colocação de mapas dentro do site com JQuery e JMap2</title>
    </head>
    <body>
    </body>
    </html>

    Atente para as importações de scripts. São três, o JQuery, a API do Google Maps e o JMap2. Lembre-se de mudar para a sua chave da API, onde diz “sua_chave” no código.
  4. Na parte onde está escrito “//o código virá aqui” é que escreveremos nosso código. Logicamente é preferível que você faça isso num documento externo e o importe, estou fazendo assim para simplificar.
  5. O código a ser inserido é este, veja os comentários para entendê-lo:
    $(function (){//sintaxe do JQuery para a função ser executada quando o DOM estiver pronto
    $("body").append("<a href=\"\">Clique aqui para ver no mapa</a>").children("a").click(function (){//aqui é colocado o link, não faria sentido colocá-lo no html porque quem não tivesse javascript ficaria com um link vazio. Após a colocação do link é associada uma função a ser executada quando ele é clicado
    $(this).slideUp("slow").after("<div id=\"mapa\" style=\"width:450px; height:320px; display:none; background-color:#e5e3df; \"").parent().children("div#mapa").slideDown("slow", function (){//é inserida uma div na qual irá o mapa. Atente para a colocação de atributos width e height, o mapa será do tamanho que você setar aqui. Depois da colocação vem a função do efeito que faz a div aparecer deslizando. Lógico que isso é opcional, fiz assim porque é mais estético
    $(this).jmap({//aqui é acolocação do mapa em si, dentro dessa função vai um objeto com as opções, não listarei todas, só as que julgo serem mais importantes
    mapCenter: [-27.608000, -48.53770],//as coordenadas da onde o mapa será aberto. Para descobrí-las entre no Google Maps, ache a região que lhe interessa e clique em "Criar link para esta página", observe a url gerada, procure por duas sequência de número logo no início, são elas que você deve colocar aqui
    mapZoom: 17,//nível de zoom do mapa quando aberto
    mapShowOverview: false,//mostrar pequeno mapa da região no canto inferior direito
    mapShowType: false//mostrar o tipo de mapa: mapa, satélite, terreno
    }).addMarker({//adicionar aquele marcador vermelho
    pointLat: -27.608450,//as coordenadas de onde o marcador deve ser criado
    pointLng: -48.53770,
    pointHTML: "<h3>Paralelo 22</h3><p>Praça Abdon Batista<br />Saco dos Limões - Florianópolis - SC</p>",//html a ser exibido no balão do marcador, é possível manipular a formatação desse html pelo css da página. Incrível, não? openHTMLEvent: "mouseover"//evento que dispara a abertura do marcador
    })
    })
    return false;//impedir a ação padrão do link
    })
    })
  6. Pronto, não é fantástico o que pode ser feito com tão pouco código?

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Quarta-feira, dia 23 de Janeiro de 2008.
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Jan 22

Retirado do Flickr: http://www.flickr.com/photos/13104072@N07/1360200844/Eu tenho uma forte crença de que os noticiários às vezes não tem o que noticiar. Há épocas em que nada de realmente interessante acontece. Não que o mundo seja monótono, mas não é todo dia que alguém tem a brilhante idéia de jogar aviões em prédios, para movimentar as redações de todos os veículos noticiosos. O que fazer nesses dias?

Ir ao ar para dizer “sinto muito pessoal, hoje não tem nada de bom para passar no jornal, fiquem com esse especial sobre balé russo…” não daria certo. Inventar fatos sem qualquer conexão com a realidade também não. A solução é simples: fingir que algo que poderia muito bem passar despercebido tem toda a importância do mundo. Chamar especialistas para comentar o tema, criar infográficos, entrevistar as pessoas na rua para saber o que elas pensam sobre o assunto…

Só que quem para pensar percebe que não passa de uma grande bobagem. Não é mais nobre que um hoax do Cocadaboa.

Sim, estou me referindo ao caso da febre amarela. Por dias todos os jornais só falavam dela. O que fez milhares de pessoas tomarem a vacina, chegou a acabar o estoque em alguns lugares. Todos muito preocupados, será uma nova epidemia? Devo construir um bunker e me isolar, porque será uma peste negra reloaded?

Nada disso. Convenhamos, as chances de morrer de febre amarela são menores que sendo atingido por um raio, ou esmagado por um hipopótamo gripado. Não nos deixemos abalar pelo sensacionalismo. Entendo o lado dos jornalistas, eles tem que colocar essa roda para girar, são business. Mas por favor, usemos nossa massa encefálica e reflitamos sobre o que chega até nós.

Pode parecer exagero da minha parte, não é. Pouco tempo atrás foi a gripe do frango, antes disso o anthrax.

Alguns podem argumentar que tais epidemias só não aconteceram graças à intervenção da mídia. Acho que isso é meio difícil de acreditar. Mas mesmo que eu esteja errado, não entremos em pânico por antecipação, vítimas dessa política terrorista.

Caso contrário ficaremos com medo de um saco de farinha. E ninguém quer isso.

Escrito por Leandro Facchinetti e publicado Terça-feira, dia 22 de Janeiro de 2008.
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